O que visitar em Coimbra? História e tradição, encanto e cultura, intelecto e juventude.  Porque, Coimbra não é só mais uma parte da história de Portugal e do Mundo.

É também a cidade que deixa um misto de emoções no espírito de todos os que a visitam. Deixa um sopro de saudade no coração daqueles que viveram e sentiram Coimbra de outra forma, como estudantes.

É a cidade que viu sorrir rostos de orgulho de pais, avós e irmãos. E ao mesmo tempo, é a cidade que fascina e impressiona tantos viajantes.

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Por isso, hoje, convido-te a fazer uma imersão pela cidade universitária mais cobiçada de Portugal, que é Coimbra. E nesse sentido, preparei um guia completo com todas as informações sobre: como chegar, quando e o que visitar em Coimbra.

Todo este conteúdo foi produzido com muito carinho e sentimento de grande responsabilidade. Porque, honestamente, é uma cidade que respeito muito, não só por ter tido o privilégio de a conhecer e sentir como estudante. Mas também por toda a carga histórica e cultural que retém. E, por isso mesmo, quero partilhar todas as informações contigo e com todas as pessoas que tenham vontade de conhecer esta bela cidade de mais perto.

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Porque visitar Coimbra, é sentir na pele o fado de serenata e o poema de Coimbra, é conhecer lendas e tradições tão fortemente mantidas pelas capas negras. É percorrer a alta e a baixa, é saborear o mondego e ser abençoado pela Rainha Santa Isabel.

Tudo isto é um pouco da mística que envolve a cidade de Coimbra. Mas há muito mais! Porque Coimbra não é só mais uma cidade histórica e bonita. É, sim, uma cidade que marca épocas, tragédias, milagres, corações e, principalmente, a cultura portuguesa.

Essencialmente, o sentimento que fica, é de gratidão por todos os momentos vividos nesta grande cidade. E também por ser possível que outras pessoas visitem e conheçam este grande pedaço de história.

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Aquilo que sugiro é que visites Coimbra de uma forma genuína. Por isso, partilho contigo todas as informações e dicas neste artigo.

Quando visitar Coimbra?

Na minha opinião, qualquer altura é adequada para se visitar Coimbra. No entanto, vou sugerir-te uma visita durante a primavera (maio) ou outono (setembro/outubro). Isto porque, vais poder desfrutar de bons dias de sol e, ao mesmo tempo, da presença dos estudantes. Que alegram e movimentam a cidade durante todo o ano letivo.

É bastante divertido e envolvente, porque há sempre interação, fado nas ruas da baixa da cidade e, acima de tudo, boa disposição. Sem dúvida, os estudantes alegram Coimbra e potenciam toda a experiência de quem visita a cidade. Até porque permite que os visitantes sintam de perto um pouco das tradições e espírito académico.

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O mês de maio é particularmente importante, porque é quando decorre a ilustre e simbólica cerimónia da “Queima das Fitas” da cidade de Coimbra.

Nesta altura, o arranque do evento é marcado pela célebre Serenata Monumental. Um evento único que preenche qualquer coração. A Sé Velha fica repleta de capas negras e as ruas principais de acesso ecoam a canção do fado de Coimbra, numa emoção sem fim.

Por outro lado, durante o verão, embora sem estudantes, a cidade também recebe muitos viajantes e turistas. Por isso, também pode ser uma boa opção para visitar Coimbra e também os arredores.

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Festividades que decorrem em Coimbra

  • Festa da Rainha Santa Isabel (início de julho) | Bianual
  • Queima das Fitas (maio) | Anual
  • Latada, festa de boas-vindas aos caloiros (outubro) | Anual
  • Festas da Cidade | Anual
  • Feira Medieval de Coimbra (junho) | Anual

Quanto tempo necessito para visitar Coimbra?

Tudo depende da profundidade e da velocidade com que queiras visitar Coimbra. Se quiseres fazer uma visita profunda a toda a cidade, recomendo 3 dias. Há muito o que visitar em Coimbra, desde as atrações mais mediáticas até aos pontos menos turísticos ou menos comentados.

Mas se for uma viagem de fim de semana, está perfeito para uma visita à cidade de Coimbra. O que interessa é que desfrutes da melhor forma a tua visita a esta bela cidade. E nestes dias ficas a conhecer os pontos mais importantes.

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Como chegar a Coimbra?

Coimbra é uma cidade com excelentes acessos. Por isso, além de carro, poderás chegar à cidade através de autocarro (ônibus) ou de comboio.

  • Autocarro (ônibus) | Horários disponíveis na página da Rede Expressos
  • Comboio | Horários disponíveis na página CP (Comboios de Portugal)

Coimbra localiza-se na região centro de Portugal, a cerca de 200km da cidade de Lisboa (capital) e 125 km do Porto.

Deslocação pela Estrada Nacional:

  • Lisboa-Coimbra (N1/IC2): tem uma distância de 200km e duração de cerca de 03h15.
  • Lisboa-Coimbra (N8): tem uma distância de 221km e duração de cerca de 03h40.
  • Porto-Coimbra (N1/IC2): tem uma distância de 123km e duração de cerca de 02h00.

Deslocação pela Autoestrada (com custos de portagem):

  • Lisboa-Coimbra (A1): tem uma distância de 204km e duração de cerca de 02h00.
  • Lisboa-Coimbra (A8): tem uma distância de 204km e duração de cerca de 02h00.
  • Porto-Coimbra (A1): tem uma distância de 125km e duração de cerca de 01h15.
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Como me posso deslocar em Coimbra?

Além de ser fácil chegar a Coimbra, a cidade também apresenta uma boa rede de transportes públicos (SMTUC). Por isso, não vais encontrar grandes dificuldades para te deslocares dentro da cidade.

Por outro lado, se necessitares de alugar um carro, sugiro que faças uma pesquisa para encontrares a melhor oferta para o serviço.

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O que visitar em Coimbra?

Aqui vais encontrar uma série de pontos turísticos para visitares na tua viagem a Coimbra. E para te ajudar a entender um pouco melhor a estrutura desta cidade maravilhosa, decidi dividi-la 3 grandes partes:

  • Santa Clara
  • Baixa de Coimbra e Sofia
  • Alta de Coimbra

Cada uma destas regiões tem uma riqueza inigualável. Por isso fica à vontade para começares a tua visita em qualquer uma destas zonas.

Contudo, neste roteiro sobre o que visitar em Coimbra, sugiro iniciares em Santa Clara, seguindo depois para a Baixa de Coimbra e Sofia. E por último, finalizando na extraordinária Alta de Coimbra.

Lembra-te que é apenas uma sugestão, portanto podes decidir sempre por uma outra alternativa de roteiro em Coimbra.

Santa Clara – o que visitar em Coimbra

1. Mosteiro de Santa Clara-a-Nova

É da Calçada de Santa Rainha Isabel que temos uma das melhores e maiores vistas da cidade de Coimbra. A baixa, a alta e a Universidade em perfeita harmonia, e um verdadeiro cartão-postal digno de exposição. Por isso, é por aqui que sugiro que comeces a tua grande viagem por Coimbra.

Continuando a descer pela calçada, encontrarás o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova. E neste mosteiro encontra-se o túmulo de D. Isabel de Aragão, a padroeira de Coimbra.

Δ Horário de Funcionamento:

  • Todos os dias.
  • 08h30-19h00 (verão)
  • 08h30-18h00 (inverno)

Depois da canonização de Santa Isabel, em 1625, o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova começou a ser construído nas margens altas do rio Mondego, em 1649.

Esta construção, ordenada por D. João IV, surge com o objetivo de acolher as Clarissas vindas do antigo Convento de Santa Clara-a-Velha (que veremos mais à frente). Um convento altamente fustigado pelas inundações do Mondego.

Chefchaouen

Mais tarde, em 1677, ocorreu uma grande procissão com o objetivo de transladar o corpo da Rainha Santa Isabel do antigo convento para o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova.

E nesta altura, o corpo é colocado num túmulo de prata que pode ser encontrado no altar-mor da igreja. Esta igreja dedicada à Rainha Santa Isabel de Portugal, foi construída pelo arquiteto Mateus do Couto.

Na tua visita ao mosteiro podes incluir uma visita à igreja e ao claustro, construído em 1733 pelo engenheiro Carlos Mardel.

Informações práticas sobre as visitas:
  • Igreja e claustro: 2,00€
  • Exposição e claustro: 2,00€
  • Visita total (igreja/coro baixo/exposição/claustro): 5,00€
  • Visitas guiadas: valor da entrada individual + 10,00€
  • As visitas guiadas têm uma duração máxima de 30 minutos. Disponíveis em português, inglês, francês, espanhol e italiano.

2. Mosteiro de Santa Clara-a-Velha

Depois de visitares o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, continua a descer a Calçada da Rainha Santa Isabel que dará acesso à rotunda do Portugal dos Pequenitos.

Segues então em direção ao Mosteiro de Santa Clara-a-Velha. E nesta altura, se for o caso, estacionas a viatura. Se depois quiseres fazer uma visita ao Portugal dos Pequenitos, não precisas de mexer no carro. Porque é tudo muito próximo. Basta seguires a pé tranquilamente.

visitar Coimbra

Δ Horário de Funcionamento:

De 1 de abril a 14 de outubro: 

Terça-domingo: 10h00 às 18h00

De 15 de outubro a 31 de março: 

Terça-domingo: 09h00 às 17h00

Este mosteiro foi mandado construir em 1324 pela Rainha Santa Isabel para substituir um pequeno convento de monjas clarissas fundado em 1286. O projeto foi assumido pelo arquiteto Domingos Domingues, e eis que no ano de 1330 se dá a conclusão do edifício.

Mas, infelizmente, foi desde cedo que o convento começou a passar por reais dificuldades. Porque, as inundações do Mondego tornaram-se de tal forma graves que a situação ficou insustentável. E é então que surge a decisão de construção do novo convento, o Mosteiro de Santa-Clara-a-Nova (referido acima).

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Interessante e romântico, este mosteiro não deixa ninguém indiferente. É realmente curioso como a arquitetura antiga apresentava tanta complexidade. Felizmente, depois de séculos negligenciado, foi completamente recuperado. E, hoje, é um monumento lindíssimo capaz de encantar qualquer visitante. É um dos cartões de entrada da cidade de Coimbra. Por isso, não pode, nem deve, passar despercebido. É parte da história e lenda desta cidade.

O edifício apresenta funções museológicas, auditório, salas de exposições, loja e cafetaria. Além disso, ainda expõe inúmeros registos do espólio do mosteiro recuperados durante as escavações.

Δ Horário de Funcionamento:

De 1 de abril a 14 de outubro: 

Terça-domingo: 10h00 às 18h00

De 15 de outubro a 31 de março: 

Terça-domingo: 09h00 às 17h00

3. Portugal dos Pequenitos

E o terceiro ponto deste conteúdo sobre o que visitar em Coimbra é precisamente o Portugal dos Pequenitos. O parque temático pedagógico mais antigo de Portugal, aberto ao público no ano de 1940.

Foi idealizado pelo médico Bissaya Barreto e projetado pelo arquiteto Cassiano Branco. Aqui é a vez dos mais pequeninos brilharem. Porque, tudo é projeto à sua medida. Portanto, se tiveres crianças ou apenas curiosidade de conhecer, sugiro-te uma visita a este parque temático cultural incrível.

É uma descoberta de Portugal de outra perspetiva. Com abordagens sobre as casas regionais, Portugal monumental, a cidade de Coimbra, Portugal Insular e países de expressão portuguesa.

Δ Informações sobre as visitas:

Preço (3-13 anos): 9,00€

Preço (14-64 anos): 14,00€

Preço (65 anos): 11,00€

4. Jardins da Quinta das Lágrimas

Este é mais um ponto maravilhoso de visita obrigatória à cidade de Coimbra. Um encontro e desencontro de amores. Uma história e uma lenda envolvidos num clima de tragédia e romance proibido.

E a Quinta das Lágrimas foi precisamente o palco desta história. Pois, estávamos em pleno séc. XIV, quando D. Pedro (príncipe e herdeiro ao trono) e Inês de Castro (aia de sua esposa, D. Constança) se apaixonam e vivem uma linda e trágica história de amor.

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Embora casado com D. Constança, D. Pedro e Inês mantinham encontros românticos na Quinta das Lágrimas. E, a história era tão verdadeira que logo após a morte de D. Constança (em 1345), D. Pedro e Inês passam a viver como marido e mulher.

Mas, apesar dos filhos, da coragem e da vontade de viverem esta história, a relação era fortemente reprovada por D. Afonso IV, Rei de Portugal e pai de D. Pedro.

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O clima de tensão durou vários anos, até que numa ausência de D. Pedro, D. Afonso IV manda assassinar D. Inês de Castro (em janeiro de 1355). 

Conta a lenda que, do sangue derramado na Quinta das Lágrimas terá brotado uma fonte cujas águas têm origem nas suas lágrimas. E que essas pedras ficariam para sempre manchadas com a cor de seu sangue.

É uma história e lenda muito profundas e ao mesmo tempo inspiradoras. Por toda a coragem e genuinidade. Assim que D. Pedro assume o trono (em 1357), manda prender e matar os assassinos de D. Inês, arrancando-lhes o coração.

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Mais tarde, com o juramento de que se havia casado em segredo com D. Inês, impôs o seu reconhecimento como Rainha de Portugal. E por fim, no ano de 1360 ordenou a transladação do seu corpo para Alcobaça. Local onde mandou construir dois túmulos, de forma a poder descansar para toda a eternidade com a sua amada D. Inês de Castro.

Cada vez que penso nesta história sinto arrepios de tão forte e trágica que é. Impressionante. Por isso, faço esta sugestão de visita obrigatória à Quinta das Lágrimas. Um lugar que faz parte da história de Portugal.

Além disso, é um lugar muito agradável com jardins incríveis. No centro da quinta, situa-se um palácio do séc. XIX que funciona atualmente como um hotel de charme. É um lugar incrível com um jardim medieval criado em homenagem a esta história de amor inspiradora de Pedro e Inês.

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5. Ponte Pedonal Pedro e Inês

Depois de visitares os magníficos jardins da Quinta das Lágrimas, a sugestão seguinte é seguires a pé até à Ponte Pedonal de Pedro e Inês e atravessares até ao outro lado do rio. Uma ponte construída em homenagem a esta linda história de amor.

Nesta altura, é uma excelente oportunidade para desfrutares da paisagem e do ambiente que envolve esta zona da cidade de Coimbra. A vista do rio Mondego é bastante magnífica, por isso é sempre um momento bastante agradável.

6. Ponte de Santa Clara

Depois de atravessada a Ponte Pedonal de Pedro e Inês, é altura de continuares a caminhada junto ao rio, no sentido do Parque Verde do Mondego

Caso queiras fazer uma pausa para tomar um café enquanto desfrutas da vista para o rio, podes fazê-lo na esplanada das Docas. Há uma série de cafés/pubs à beira-rio que proporcionam momentos muito agradáveis. Seja durante o dia ou durante a noite para beber um copo.

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Depois disso, continua pela margem do rio desfrutando, agora, do Parque da Cidade Manuel Braga, em direção à Ponte de Santa Clara

Esta é uma das pontes rodoviárias mais importantes que liga as duas margens do rio Mondego. Além dos carros também possui um largo passeio de ambos os lados.

São imensas pessoas que circulam diariamente por aqui durante o dia e durante a noite. Sejam trabalhadores, estudantes, desportistas ou turistas. Na margem esquerda, situa-se a zona de Santa Clara (de onde ‘viemos’). E na margem direita, o largo da Portagem que dá acesso direto à Baixa da cidade de Coimbra.

Aproveita para atravessar a ponte, tirar fotografias e desfrutar do momento.

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Baixa de Coimbrao que visitar em Coimbra

Depois da visita a Santa Clara e aos seus monumentos, é hora de seguirmos viagem até à maravilhosa baixa de Coimbra. Um lugar incrível, cheio de histórias, tradições e intensidade.

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7. Largo da Portagem

Depois da Ponte de Santa Clara, seguimos para o Largo da Portagem (do outro lado da estrada). Que obviamente não poderia deixar de fora deste roteiro sobre o que visitar em Coimbra. Porque, é uma das principais praças da cidade.

Aqui vais encontrar um largo bastante agradável com vista para o rio. E com muitos cafés e pastelarias que dão vida à entrada da Baixa de Coimbra

Podes fazer uma pausa para desfrutar da esplanada ou simplesmente contemplar os edifícios lindíssimos que rodeiam e caracterizam o largo da portagem. Tais como o Banco de Portugal ou o hotel Astoria.

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8. Rua Ferreira Borges

A Rua Ferreira Borges vem logo a seguir ao Largo da Portagem. E resolvi destacá-la, porque é de facto uma das artérias principais da Baixa de Coimbra.

Faz a ligação com a Praça 8 de Maio e é a única que dá acesso direto ao Arco e Torre de Almedina. Além disso, toda a sua extensão apresenta uma traça medieval encantadora. E como as fachadas se mantiveram sem grandes alterações ao longo dos tempos, é possível encontrar muitas casas dos séc. XVII e XVIII.

Por isso, aconselho passares sempre por aqui. Porque, além de todos os acessos, é realmente uma rua com história e que traduz a essência da cidade.

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9. Praça do Comércio

Posso assegurar que a Praça do Comércio é uma das maiores de Coimbra. E podes chegar até ela a partir da Rua Ferreira Borges.

Está totalmente rodeada por prédios de apartamentos e comércio do séc. XVIII. E em tempos, foi literalmente uma praça onde se realizava o mercado da cidade.

Hoje, é claramente um ponto turístico de grande relevância onde se encontra a Igreja de Santiago. Que representa um dos monumentos mais bonitos e antigos da cidade de Coimbra.

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No extremo oposto, a Igreja de São Bartolomeu do séc. X marcada por grandes alterações em estilo barroco no ano de 1700. E em frente à igreja, o Pelourinho de Coimbra, recentemente colocado no seu lugar de origem.

A Praça do Comércio apresenta uma série de cafés com esplanadas. E durante o verão, as noites ganham outra intensidade, devido ao programa “Noites de Verão”. Onde decorrem espetáculos musicais de fado e canção de Coimbra, folclore e outros estilos.

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10. Praça 8 de Maio

Bem, e depois de percorrer a Praça do Comércio e toda a Rua Ferreira Borges, entramos na Praça 8 de Maio. Este largo finaliza a ligação com a Rua Ferreira Borges e inicia outra com a tão conhecida Rua da Sofia.

Este lugar é de bastante relevância, acolhendo edifícios do séc. XVI e XVII e outros monumentos importantes como a Igreja de Santa Cruz (paredes meias com o café Santa Cruz) e o edifício dos Paços do Concelho.

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A Igreja de Santa Cruz, com estatuto de Panteão Nacional, é sem dúvida um dos monumentos mais antigos e importantes da cidade. Portanto, se vais visitar Coimbra, a Igreja de Santa Cruz é um dos pontos chave do teu roteiro.

Foi fundada em 1130 no exterior das muralhas de Coimbra, e teve grande contributo para o desenvolvimento cultural, económico e político do país.

Acredita, não é só mais uma igreja. Pois é aqui que vais poder encontrar os túmulos de D. Afonso Henriques e D. Sancho I, os grandes impulsionadores desta obra. Além disso, ainda podes fazer uma visita ao Museu de Arte Sacra.

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11. Rua da Sofia

Sofia, que significa sabedoria, deu nome a uma das ruas mais largas e relevantes da cidade de Coimbra. Construída no ano de 1535, foi considerada (na época) uma das maiores ruas da Europa.

Aqui foram erguidos 27 colégios das mais diversas ordens religiosas, dos quais resistem sete e respetivas igrejas. E, desde junho de 2013 que a emblemática Rua da Sofia se tornou Património Mundial da Humanidade da UNESCO.

Portanto, aconselho-te uma visita descontraída por toda a sua extensão. De forma, a desfrutares do ambiente e da arquitetura renascentista. Além disso, há muitas lojas e restaurantes. E ainda o belo Palácio da Justiça.

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12. Jardim da Manga

 

Depois da caminhada para a conhecer a emblemática Rua da Sofia, sugiro uma visita ao Jardim da Manga. A poucos metros de distância.

É um pequeno claustro em tons de amarelo, muito interessante. Que se apresenta com uma fonte central, representando a Fonte da Vida, uma cúpula por cima e quatro ermidas cilíndricas ao seu redor.

Uma obra da autoria de João Ruão, mandada construir por D. João III no séc. XVI. Um incrível Monumento Nacional e uma das primeiras obras arquitetónicas inteiramente renascentistas feitas em Portugal.

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Alta de Coimbrao que visitar em Coimbra

Linda e histórica, capaz de encantar e apaixonar qualquer visitante. Imponente e sorridente. Tenho a certeza de que ninguém fica indiferente a esta parte da cidade de Coimbra.

13. Torre e Arco de Almedina

 

Voltando à Rua Ferreira Borges, segue em direção ao Arco de Almedina. Um dos pontos mais visitados da cidade, cujas fundações remontam à ocupação islâmica. A porta de entrada para a Coimbra medieval, onde se pode ver uma escultura da oficina de João Ruão.

Monumento Nacional, a torre medieval de Coimbra, integra hoje o Núcleo da Cidade Muralhada. Um museu muito interessante. Onde se exibe uma maquete da antiga cidade de Coimbra com o seu castelo. E também uma apresentação audiovisual dos 2 km de muralhas ao seu redor.

Passando por aqui, encontrarás história, cultura e tradição de forma profunda. Portanto, dou-te as boas-vindas a este encanto que é a Alta de Coimbra.

Δ Informações de Funcionamento:

Terça-feira a sábado: 10h00-13h00 e 14h00-18h00

14. Rua do Quebra Costas

 

O Arco e a Torre de Almedina dão acesso direto à famosa Rua do Quebra Costas. Uma rua também de traça medieval e uma artéria entre a Baixa e Alta de Coimbra

Emaranharmo-nos nestas ruas é visitar e viver um pouco da história da cidade. O espírito está em todo o lado, basta apenas estarmos atentos a tudo o que nos rodeia.

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No pequeno largo podes encontrar a estátua da Tricana de Coimbra, alguns tascos, lojas de souvenirs e também a casa de fado – Fado ao Centro.

Em seguida, o caminho é feito pelas emblemáticas escadas do Quebra Costas que dão acesso direto à Sé Velha. Escadas íngremes que existem desde os primórdios da cidade de Coimbra. Construídas no séc. VIII, para ligar o centro da cidade à Alta de Coimbra. E, hoje é um dos pontos altos para quem quer visitar esta bela cidade.

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15. Sé Velha de Coimbra

 

Este é sem dúvida um dos mais poderosos monumentos que podes visitar em Coimbra. A Catedral de Santa Maria de Coimbra, mais conhecida por Sé Velha de Coimbra, é um edifício romântico que teve início em 1164 por iniciativa do bispo D. Miguel Salomão. E foi aqui coroado o segundo Rei de Portugal, D. Sancho I.

Esta poderosa igreja apresenta três naves, transepto saliente e cabeceira tripartida. Além disso, ainda tem um claustro a sul da igreja, construído no início do séc. XIII.

E agora falando um pouco da vertente estudantil, a Sé Velha é também um símbolo na vida de qualquer estudante de Coimbra. Pois, é na escadaria desta igreja que se realiza a emblemática Serenata Monumental que marca o início da Queima das Fitas de Coimbra.

É nesta cerimónia de capas negras, de respeito, e em silêncio, que se ouve cantar o fado. Que se sente ao mesmo tempo algo inédito e arrebatador. Para alguns, alegria e expectativa numa nova fase académica. E para outros, saudade e esperança num futuro como formados. É assim um misto de encantos, mas que não deixa ninguém indiferente.

Portanto, como vês, é um monumento de extrema importância. Tanto para representar parte da história, como parte do presente que se faz vivo em Coimbra.

Δ Informações de Funcionamento:

Preço igreja, galeria de estilo gótico e claustro: 2,00€

Segunda a sexta-feira: 10h00 às 17h30

Sábado: 10h00 às 18h00

Domingo: 11h00 às 17h00

16. Museu Machado de Castro

 

Depois da visita à Sé Velha, segue em direção ao cimo da encosta da cidade histórica. Podes fazê-lo pela Rua Borges Carneiro ou pela Rua do Norte. E logo depois darás de caras com a entrada para o Museu Machado de Castro.

Posso assegurar que é um ponto turístico importantíssimo. E que não pode falhar em nenhum roteiro sobre o que visitar em Coimbra.

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Não só porque expõe uma série de peças religiosas representativas da história de Portugal. Mas também, porque fala muito da origem da cidade de Coimbra, antiga Aeminum. Uma realidade magnífica, conhecida por poucos.

Também vais poder visitar as galerias no interior deste museu incrivelmente aliciante. Outrora palco administrativo, político e religioso da época romana.  Vale muito o valor do bilhete com audioguia + visita ao criptopórtico, um ponto chave da visita ao museu. Faz lembrar também um pouco da história da cidade de Roma, em Itália.

Além disso, também tem um restaurante bastante agradável com uma vista adorável sobre o rio Mondego.

Δ Informações de Funcionamento:

Preço: 6,00€

Bilhete + audioguia: 7,50€

Criptopórtico: 3,00€

Terça a domingo: 10h00 às 18h00

Encerra nos dias 1/01, domingo de Páscoa, 1/05, 4/07 e 25/12.

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17. Sé Nova de Coimbra

Depois de conheceres o museu Machado de Castro, é hora de seguirmos para uma visita à Sé Nova de Coimbra. Que fica mesmo em frente a este museu, portanto não há que enganar.

Fundado em 1598, foi o primeiro colégio Jesuíta (Colégio das Onze Mil Virgens) cuja função era preparar missionários para todos os territórios descobertos e conquistados pelos Portugueses.

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Em 1759 Marquês de Pombal extingue a Companhia de Jesus. E nesta altura, os bens do colégio são anexados à Fazenda da Universidade de Coimbra. A igreja passa então à categoria de Sé, sendo a sede episcopal transferida da Sé Velha para este novo edifício, bem mais espaçoso do que o anterior.

Já a parte colegial do edifício foi adaptada durante a reforma pombalina, adquirindo novas funções. Passando a integrar o Museu de História Natural, de elevado valor histórico e científico.

Δ Informações de Funcionamento:

Preço para o Museu: 1,00€

Segunda-feira: 09h00 às 18h00

Terça-feira: 09h00 às 18h30

Sábado: 09h00 às 19h00

domingo: 10h00 às 13h00

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18. Universidade de Coimbra

Seguindo em direção à Universidade de Coimbra, há muito para visitares nos mais diversos lugares deste centro do conhecimento. Ou não estaríamos nós a falar de um dos pontos mais altos deste roteiro sobre o que visitar em Coimbra.

Só para teres uma pequena noção sobre antiguidade da Universidade, esta foi fundada no ano de 1290, pelo rei D. Dinis. O que a torna, portanto, a mais antiga Universidade de língua portuguesa e uma das mais antigas do mundo.

Originalmente, a Universidade dividia-se entre Coimbra e Lisboa e contava com quatro Faculdades. De Teologia, Cânones, Leis e de Medicina. Até que, durante o reinado de D. João III, em 1537, estabelece-se em definitivo na cidade de Coimbra. E em 1544, instala-se no atual Paço das Escolas.

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Séculos mais tarde, em 1772, com a entrada dos ‘Estatutos Pombalinos’, a Universidade sofreu uma grande reforma. E é nessa altura que vê o seu ensino modernizado e com especial foco no estudo das ciências. Surgindo então a Faculdade de Matemática e de Filosofia Natural e também a reforma do ensino da medicina.

Nesta altura, foram construídos uma série de espaços e edifícios para serem dedicados a novos estudos. Tais como, o Observatório Astronómico, Laboratório Químico, o núcleo inicial do Jardim Botânico, a Galeria de História Natural, o Gabinete de Física Experimental e também a Imprensa da Universidade.

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Felizmente, em 2013, esta instituição centenária e incontornável na história de Portugal e do mundo lusófono, foi classificada como Património Mundial da Humanidade pela Unesco. É realmente uma benção quando percebemos que Portugal é tão pequeno mas está tão presente na história de todos.

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19. Escadas Monumentais

Bem, as Escadas Monumentais não podiam ficar de fora deste roteiro sobre o que visitar em Coimbra. Porque, é um verdadeiro marco na vida de qualquer estudante e um ponto turístico que deve dar direito a, no mínimo, algumas fotografias.

Esta escadaria foi construída durante o séc. XX e liga a Praça de D. Dinis a uma confluência de ruas próximas à Praça da República e ao Jardim da Sereia. Pontos importantíssimos da história e tradição da cidade de Coimbra. E que veremos naturalmente mais à frente neste roteiro sobre o que visitar em Coimbra.

Mas atenção, porque estamos a falar de 5 lances de escadas com 25 degraus cada. Ou seja, no total são 125 degraus. O que vale é que, se seguires este roteiro, vais descer as escadas e não subi-las.

É muito engraçado conhecer este lugar, porque está imerso numa série de lendas a ver com a universidade. Há quem diga que os 5 lances de escadas correspondem ao número de anos dos antigos cursos. E outros apregoam que o número de vezes que se tropeça dá equivalência ao número de cadeiras reprovadas por cada ano.

Sendo ou não verdade, a realidade é que os estudantes carregam vivas estas lendas. E, por isso, a cada ano, transmitem-nas aos novos estudantes que chegam a Coimbra.

20. Aqueduto de São Sebastião

O Aqueduto de São Sebastião é hoje um dos marcos históricos mais emblemáticos da cidade. Sendo o mais antigo aqueduto de Coimbra. E ficou popularmente conhecido como os Arcos do Jardim. Devido à sua proximidade com o Jardim Botânico.

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O aqueduto foi construído em 1568 durante o reinado de D. Sebastião. Mas, sobre as ruínas de arcos romanos que se encontravam no local. Por isso, tem origens muito mais antigas. Este Monumento Nacional apresenta 1km de comprimento e é composto por 21 arcos.

Portanto, vale a pena passar por aqui e registar o momento. Até porque, é um lugar que dá acesso a vários pontos chave da cidade.

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21. Jardim Botânico

Claramente que depois dos Arcos do Jardim, o ponto seguinte deste roteiro sobre o que visitar em Coimbra,  seria o Jardim Botânico. Localizado mesmo em frente a este aqueduto.

É de referir que este lugar é lindíssimo, e que merece toda a nossa atenção, calma e paciência para apreciar cada momento. É um misto de história com ciência e natureza. Por isso, espero que desfrutes muito deste momento com toda a tua atenção. Porque tenho a certeza que vais adorar e sentir o quão impactante pode ser uma visita a este jardim.

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O jardim Botânico da Universidade de Coimbra é um verdadeiro colosso. E não é só pela sua dimensão, mas também pela sua magnífica estrutura e riqueza de espécies. E por isso, é um dos mais conceituados jardins a nível mundial. São mais de 13,5 hectares, no centro da cidade, distribuídos em diversos patamares, escadarias e avenidas.

O grande impulsionador desta construção foi Marquês de Pombal, em 1773. E devo dizer que, de facto, se tornou numa criação magnífica. Com espécies botânicas das mais diferentes partes do mundo, incluindo exemplares exóticos recém-descobertos de outros continentes.

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É uma verdadeira delícia visitar este jardim, porque saímos mais ricos com toda a beleza e envolvência natural do lugar. Portanto, espero que desfrutes bastante deste momento na tua visita a Coimbra.

Δ Informações de Funcionamento:

Entrada livre

Abre todos os dias, exceto 25/12, 01/01, dias do Cortejo da Latada e da Queima das Fitas.

Horário de Verão (01/04 a 30/09): 09h00 às 20h00

Horário de Inverno (01/10 a 31/03): 09h00 às 17h30

o que visitar em coimbra

22. Miradouro do Penedo da Saudade

Depois de uma visita rica ao Jardim Botânico, ‘viajamos’ até ao saudoso Penedo da Saudade. A pé são cerca de 800m de distância (à volta de 12 minutos a caminhar).

E devo dizer que é, seguramente, um dos lugares que mais representam o espírito e singularidade da vida académica de Coimbra

Além disso, é um lugar marcado por mais uma lenda relacionada com a forte história de amor de D. Pedro e D. Inês. Pois, reza a lenda que terá sido neste lugar que D. Pedro chorou a morte da sua querida amada.

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Antes era um simples miradouro, mais conhecido como Pedra dos Ventos. E a partir do séc. XVI passa a ser designado como Penedo da Saudade. Nessa altura, o lugar começa a receber lápides com poemas que relembram os tempos estudantis.

Destacam-se o Retiro dos Poetas, a Sala dos Cursos, assim como o busto do escritor Eça de Queirós e do poeta António Nobre. E também a estátua do pedagogo João de Deus.

Portanto, se passares por aqui, vais ter a oportunidade de ver uma série de poemas dedicados à eterna Coimbra. Um suspiro de saudade e de ternura por tempos que jamais regressam. Pois, é assim que se sente o estudante que termina a sua passagem pela academia de Coimbra.

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23. Praça da República

Bem, é com estimado prazer e saudade que afirmo ter vivido grandes momentos nesta magnífica Praça da República. Um lugar turístico, emblemático e de grande relevância da cidade de Coimbra.

É um lugar alegre e de localização privilegiada, ao lado do Jardim da Sereia, a poucos minutos da Baixa de Coimbra e da Universidade. Basicamente, é aqui que acontece grande parte das praxes ao caloiro, dos encontros de estudantes, da vida noturna e do convívio.

Por isso, se na tua visita a Coimbra tiveres intenções desfrutar da vida noturna, beber um copo, conviver, a Praça da República é O lugar. Está repleto de cafés simpáticos, bares, restaurantes, e muito mais.

Além disso, é aqui que se localiza também o Teatro Gil Vicente. E, metros abaixo, na Avenida Sá da Bandeira, localiza-se a Associação Académica de Coimbra (ACC) e também uma série de bares e tasquinhas.

24. Jardim da Sereia

Apresento-te o Parque de Santa Cruz, mais comumente conhecido por Jardim da Sereia. Um parque fantástico e cheio de história que pertenceu ao Mosteiro de Santa Cruz.

Foi criado não só para recolhimento e meditação, mas também como lugar recreativo para os Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, também conhecidos como crúzios.

A entrada principal faz-se pela Praça da República através de um arco triunfal. Coroado por três estátuas que representam: a Fé, a Esperança e a Caridade. A par disso, a entrada é rodeada por duas grandes torres de decoração barroca.

Lá dentro, e no cimo das escadas, localiza-se a Fonte da Nogueira com uma estátua que representa um Tritão a abrir a boca a um peixe. E daí que corre a água para a fonte. E pelo que consta, foi por este motivo que o parque ganhou a designação de Jardim da Sereia.

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